S03E02 – Maragogi

Maragogi/AL – dias 02 a 05 de novembro de 2013

A dúvida era uma: o caminho a seguir – pela AL-105 ou pela AL-101. As certezas eram duas: fazer o passeio para as piscinas naturais e visitar a Praia de Patacho.

Acesso a Maragogi

Saindo de Maceió, há duas formas mais comuns de se chegar em Maragogi, e uma terceira mais “alternativa”. Em qualquer das opções, deve-se sair pelo norte de Maceió, pela AL-101, até pouco antes da Barra de Santo Antônio (local mostrado abaixo).


Nas duas primeiras opções, mais comuns, deve-se virar à esquerda em direção a São Luis do Quitunde, enquanto na rota alternativa, deve-se virar à direita, entrando na Barra de Santo Antônio, e em direção à Ilha da Croa.

A diferença entre as duas primeiras opções se dá mais adiante:
– Na primeira, segue-se mais pelo interior do Estado, em direção à Matriz de Camaragibe, pela AL-105, só retornando ao litoral em Japaratinga, pela AL-465, para então voltar à AL-101, que levará até Maragogi;
– Na segunda, chamada de Rota Ecológica, retorna-se ao litoral por Passo de Camaragibe, seguindo pela AL-101 até Maragogi, passando por São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras (onde há uma travessia por balsa).

Rota 1 – pelo interior Rota 2 – Rota Ecológica

Ambas têm distâncias muito parecidas, mas acredito que o caminho pelo interior seja mais rápido, embora muito menos interessante. Na segunda opção é possível chegar a diversas praias, mas certamente leva mais tempo. Seguimos pelo interior para ganhar tempo, para quem tiver interesse em fazer a Rota Ecológica, sugerimos este post do blog Andarilhos do Mundo.

O caminho pela AL-105 é bastante tranquilo, com estradas boas, apesar de não duplicadas. Passa-se por muitas fazendas o que significa caminhões no caminho, então cabe uma atenção extra nas ultrapassagens, já que a estrada possui muitas curvas. Mas em geral, consegue-se manter velocidade constante, por isso é a opção mais rápida.

A terceira opção, como já mencionada, seria pela Barra de Santo Antônio, seguindo sempre pela AL-101. Esse trecho não está mapeado no Google Maps nem no Waze, e aparentemente possui trechos de estrada de terra muito ruins (ver post do Andarilhos do Mundo).

Para quem vem de Pernambuco, o caminho é um só: a PE-060.

A cidade e praias próximas

As praias da cidade não são bonitas como as outras famosas da região, mas o mar verde claro ainda salva a paisagem. As areias são um pouco escuras e o mar cheio de barcos, por isso a praia na cidade não se torna tão atrativa para o banho.

Ao sul de Maragogi, está Japaratinga, com praias elogiadas por muitos (avaliada com 4 estrelas pelo Guia Quatro Rodas). Sinceramente, a praia não chamou a nossa atenção, preferimos outras praias, como Burgalhau, Antunes e Patacho.  Mas para quem for passar alguns dias em Maragogi e não tiver disposição ou meio para ir a essas outras opções, vale a visita.

Burgalhau está a 3km da segunda saída de Maragogi, ou seja, muito perto. Basta seguir para o norte, pela AL-101, e procurar as placas do Restaurante Burgalhau. O Restaurante possui barracas na praia e estacionamento aberto e gratuito, não só para clientes (pelo menos quando estivemos lá). A praia é muito bonita e menos movimentada. Para chegar a Antunes a ideia é a mesma, apenas alguns quilômetros adiante. Infelizmente não tivemos tempo para conhecê-la.

  

Acesso à Praia e Restaurante Burgalhau

Quanto à cidade, há poucas opções de lazer, compras e passeio. É uma cidade pequena, muito voltada para os passeios. Mas embora sejam poucas, as opções existem. Na orla há diversos restaurantes, umas poucas lojas de artesanato e oferta de passeios.

Ficamos hospedados na Pousada Taieiras (avaliação), que não fica muito próxima do centro, mas de onde é possível ir à pé para a praia. Já que a cidade é pequena e razoavelmente tranquila para caminhar, mesmo à noite, não há necessidade de se hospedar no centro.

Piscinas naturais – Galés de Maragogi

Há bastante oferta de passeios, principalmente às piscinas naturais. Acredito que existam algumas, mas a mais comum são as Galés de Maragogi. O passeio custa normalmente R$ 65,00 por pessoa, mas nos ofereceram por R$ 50,00 algumas vezes, provavelmente por ser  baixa temporada. No que fizemos, acho que as máscaras e snorkels eram alugados, então vale perguntar antes da reserva (vale reforçar que a melhor opção é comprar o seu próprio kit antes da viagem). São mais ou menos 6km de barco até as piscinas, onde as águas são muito transparentes e os peixes muito acostumados com as pessoas.

O fotógrafo tira fotos de tudo e de todos (sem compromisso), e depois vende aos interessados o DVD por R$ 50,00. Para quem tem aquele sonho de comprar uma máquina à prova d’água, recomendo fortemente. As fotos e vídeos abaixo foram tiradas e filmadas na minha máquina, uma Sony DSC-TX20.

      

Vale reforçar aquela velha dica: pesquise a carta das marés e escolha o dia e horário de maré mais baixa. Não basta pegar ir apenas no horário da maré baixa, deve-se, de preferência, escolher o melhor dia. Isso porque a altura da maré baixa é diferente de um dia para outro. Programamos a nossa viagem toda em cima disso, e valeu muito a pena. Fomos com a maré baixa de 0,1m, se fôssemos com a baixa de 0,6m significaria meio metro a mais de água, ou seja, faz muita diferença.

É claro que o sol deixa a vista muito mais bonita, mas se não tiver escolha, não deixe de ir caso o tempo esteja nublado. Ainda sim o passeio é muito bom. Quando chegamos estava nublado, e depois o sol abriu. É possível perceber a diferença nas fotos.

Normalmente há duas opções de transporte: catamarã e lancha. Para quem não tem medo, sugiro fortemente a lancha. serão no máximo 3 casais e chega muito mais rápido. O catamarã chega a levar umas 50 pessoas, ou seja, fica meio tumultuado quando todos chegam e descem.

A última dica importante é: passe bastante protetor, principalmente nas costas e no lado de trás das pernas. Será 1 hora e meia ou mais flutuando de costas para ver os peixes.

Praia do Patacho

Espetacular. Não há outra forma de definir a praia. Nem as pessoas da pousada, nem os guias dos passeios conheciam a praia, mas fizemos questão de achá-la, já que o Guia Quatro Rodas deu 5 estrelas para ela.

Trata-se de uma praia “deserta” (mas que pode ficar um pouco movimentada, principalmente por moradores das proximidades, nos fins de semana), próximo a Porto de Pedras, a pouco mais de 30 km de Maragogi.

Embora seja aparentemente pouco conhecida e deserta, o acesso é razoavelmente fácil, de carro. Seguindo para o sul de Maragogi, pela AL-101, deve-se seguir em direção a Porto de Pedras (prestar atenção, o caminho não é muito bem sinalizado), até a balsa. O caminho é quase todo em paralelepípedos, com pequenos trechos de terra, fáceis de atravessar.

A travessia custa R$ 10,00 por veículo, e é feita em balsas que cabem 2 ou 4 carros. Essa é a parte mais preocupante, as balsas não inspiram muita confiança.

Do outro lado, a estrada continua em paralelepípedo e asfalto, basta seguir as placas para “Praia do Patacho” e “Pousada do Patacho”. Basta seguir a entrada para a pousada, por uma estrada de terra. Algumas pessoas disseram que ficava intransitável na chuva, mas por acaso choveu muito no caminho e não tivemos problemas para chegar. Possivelmente existem outras entradas, que podem ser um pouco piores, então sugiro utilizar a entrada mostrada no mapa abaixo, onde há uma placa indicando a entrada para a Pousada.

Importante lembrar que a praia não tem barracas ou qualquer estrutura, então para quem pretende passar o dia, é preciso levar comida e água.

Sobre a praia, é mais uma daquelas onde ir na maré baixa faz toda a diferença. Fomos no horário da baixa, com altura de 0,1m, ou seja, no melhor cenário possível.

Quando a maré baixa, forma-se uma extensa faixa de areia e corais. Por extensa, leia algumas centenas de metros. Nesse momento, os corais formam várias piscinas naturais, onde é possível ver muitos peixes coloridos, caranguejos e outros. Quando a maré começa a subir, forma-se uma enorme piscina, com água abaixo do joelho e águas quentes que reflete o céu, formando um visual fantástico.

Vale a pena levar snorkel e máscara. Quando a água subiu um pouco mais, vimos muitos peixes próximos aos corais. É uma piscina natural à altura dos passeios feitos em Maragogi e demais.

  
        

Além das dicas da maré descritas no passeio das Galés, vale também a atenção com o protetor solar, principalmente para quem quiser ficar olhando os peixes por horas.

Foi, sem dúvida, a praia mais bonita de toda a viagem. Até o momento, das praias que visitei no nordeste, apenas a Praia do Espelho está à altura de Patacho.

Próximos destinos: Serrambi e Porto de Galinhas.

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2 Responses to S03E02 – Maragogi

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